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20 de Agosto, 2026 - 13:59
Prefeitura de Colíder orienta donos de terrenos sobre responsabilidade e multas em casos de queimadas


Proprietários de terrenos atingidos por queimadas em Colíder poderão ser multados mesmo quando o fogo tiver sido provocado por terceiros ou tiver origem desconhecida. A Secretaria Municipal de Assuntos Fundiários e Meio Ambiente informa que a responsabilidade pela conservação do imóvel é do proprietário e que a presença de vegetação seca ou mato contribui para a propagação das chamas.



A medida ganha atenção após incêndios registrados em áreas urbanas que mobilizaram o Corpo de Bombeiros e equipes públicas em diferentes pontos do município. O secretário municipal de Assuntos Fundiários e Meio Ambiente, Eliel Motta, explica que a fiscalização leva em consideração as condições do terreno e os custos provocados pelo combate ao incêndio. Segundo ele, o município tem aplicado multa de R$ 5 mil nos casos enquadrados pela fiscalização.



“Não basta alegar que outra pessoa colocou fogo. O proprietário tem a obrigação de conservar o terreno e evitar condições que facilitem a propagação de um incêndio. Se o imóvel está tomado pelo mato e pega fogo, há uma responsabilidade pela falta de manutenção”, explica Motta.



A fiscalização municipal toma como referência os artigos 61 e 62 do Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008. O artigo 61 prevê multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões para situações de poluição que possam resultar em danos à saúde humana, mortandade de animais ou destruição significativa da biodiversidade. O artigo 62 enquadra, entre outras condutas, a poluição atmosférica capaz de provocar desconforto respiratório e a queima de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto.



INCÊNDIOS



Na segunda-feira (17/8), um incêndio de grandes proporcções registrado na região do bairro da Torre, próximo ao Tiro de Guerra, espalhou-se por áreas de vegetação e exigiu mobilização para impedir o avanço das chamas. Segundo as informações repassadas à prefeitura, o fogo alcançou outras áreas próximas e chegou às imediações de bairros da cidade.



O combate, segundo Eliel Motta, exige estrutura pública que inclui pessoal, caminhão-pipa e máquinas. Em algumas situações, tratores são utilizados para fazer o gradeamento do solo e abrir faixas destinadas a interromper a progressão das chamas.



“Quando ocorre uma queimada, não existe apenas o dano ambiental. Há servidores mobilizados, veículos, máquinas, combustível e toda uma operação custeada pelo poder público. A multa também tem a função de responsabilizar quem deixou o imóvel em condições que favoreceram o incêndio”, ressalta Motta.



O secretário orienta os proprietários a não esperarem o fogo aparecer para providenciar a limpeza. A retirada periódica do excesso de vegetação reduz o material combustível e dificulta que pequenos focos se espalhem rapidamente.



PERÍODO PROIBITIVO



Mato Grosso está no período proibitivo de queimadas desde 1º de julho. Conforme o Decreto Estadual nº 2.015, de 28 de abril de 2026, a restrição segue até 30 de novembro. Queimadas irregulares também podem configurar crime ambiental e resultar em outras sanções previstas na legislação.



A estiagem, as altas temperaturas, a baixa umidade do ar e os ventos favorecem a propagação do fogo nesta época do ano. O risco aumenta em terrenos com vegetação seca e em áreas onde há acúmulo de materiais que servem de combustível para as chamas.



“Estamos em uma época crítica. A orientação é simples: mantenha o terreno limpo e não utilize fogo para eliminar lixo, folhas, galhos ou vegetação. A prevenção custa muito menos do que enfrentar um incêndio fora de controle”, pontua Eliel Motta.



Em área urbana, a orientação é não utilizar fogo para limpeza de quintais e terrenos. Ao identificar fumaça ou incêndio, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.



Também podem ser acionadas a Polícia Militar, pelo 190, e a Guarda Municipal, pelo 153 ou WhatsApp (66) 9.9292-6682.


Fotos por: Assessoria
Fonte: Assessoria
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20 de Agosto, 2026 - 06:54
Prefeitura de Juara abre apuração após empresa não formalizar contratação de serviços médicos


Uma contratação de serviços médicos para a rede pública de Juara não avançou após a empresa vencedora da licitação deixar de formalizar o acordo com o município. Diante da situação, a Prefeitura determinou a abertura de uma apuração e a busca por outra empresa para garantir a continuidade dos atendimentos.



A decisão consta no Processo Administrativo nº 17.977/2026, de 17 de agosto, e envolve uma licitação realizada pelo município para contratação de serviços na área da saúde.



A empresa que havia vencido o processo chegou a ser convocada para formalizar a contratação, mas não assinou a ata necessária para dar continuidade ao procedimento.



Entre os problemas analisados pela Prefeitura está a falta de inscrição da empresa no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).



Diante da impossibilidade de seguir com a contratação, a empresa pediu para ser liberada das obrigações sem sofrer penalidades. O pedido não foi aceito pela administração municipal.



Prefeitura vai apurar o caso



A Procuradoria-Geral do Município analisou a situação e recomendou a abertura de um processo para verificar se houve responsabilidade da empresa pelo fato de a contratação não ter sido formalizada.



A Prefeitura acolheu o parecer e determinou a abertura da apuração.



Isso não significa, porém, que a empresa já tenha sido punida. O processo servirá justamente para analisar o ocorrido e definir se haverá ou não aplicação de alguma penalidade.



Outra empresa poderá ser chamada



Enquanto essa apuração acontece, a preocupação da administração é evitar que a situação prejudique a continuidade dos serviços de saúde.



Por isso, o Departamento de Licitações recebeu a determinação de verificar se existem outras empresas classificadas na mesma licitação que possam ser chamadas para assumir os serviços.



Caso existam, a convocação deverá seguir a ordem estabelecida no processo licitatório.



Medida busca evitar impacto nos serviços de saúde



A Secretaria Municipal de Saúde e o setor responsável pelas licitações também foram comunicados para adotar as providências necessárias.



Com isso, a apuração da conduta da primeira colocada seguirá separadamente da busca por uma alternativa para os serviços médicos, permitindo que o município tente dar continuidade à contratação enquanto o caso é analisado.



A decisão não informa, nesse trecho, quais serviços médicos específicos poderiam ser afetados nem se houve interrupção de algum atendimento à população. Por isso, eu não afirmaria que pacientes ficaram sem atendimento.


Fotos por: Reprodução/Internet
Fonte: acessenoticias/radio Tucunare
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