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15 de Maio, 2026 - 13:26
Pessoas 50+ vão representar até a metade do consumo com a saúde no ano de 2044


Em cerca de 20 anos, metade do consumo das famílias brasileiras com produtos e serviços relacionados a saúde será de pessoas com 50 anos ou mais. A chamada geração prateada ─ referência aos cabelos grisalhos ─ responderá por R$ 559 bilhões de um total de R$ 1,1 trilhão consumido com saúde em 2044.



Essa projeção representa um avanço em relação a 2024, quando a geração 50+ representava 35% desse gasto com medicamentos, planos de saúde e suplementos, entre outros produtos.



Os dados fazem parte do estudo Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções, feito pela data8, empresa especializada em pesquisas relacionadas a envelhecimento e longevidade.



Uma das coordenadoras da pesquisa, Lívia Hollerbach conta que não é surpresa as pessoas gastarem mais com saúde à medida que envelhecem, mas, mesmo assim, as constatações são preocupantes.



“Nos surpreendeu essa projeção de que muito rapidamente, em menos de 20 anos, essa população já vai ser responsável por movimentar metade do consumo no país em todo o setor de saúde”, disse ela à Agência Brasil.



Peso no bolso

O levantamento aponta que a relação entre faixa etária e consumo com saúde cresce de forma desproporcional quando se observa a população que forma a geração prateada.



Em 2024, o Brasil tinha 59 milhões de pessoas 50+, o que representava 27% da população, mas 35% do consumo com saúde.



Em 2044, a projeção é termos 92 milhões de pessoas. Esse contingente representará 40% da população e 50% do consumo.



“A saúde realmente vai tomar parte grande do bolso do brasileiro”, afirma Lívia Hollerbach.



 



De acordo com o estudo, planos de saúde, medicamentos e suplementos representam 79% da cesta mensal de consumo de saúde das pessoas com mais de 50 anos.



Os pesquisadores estimaram o peso do consumo com saúde no orçamento pessoal. Na população com menos de 50 anos, 8% da renda vão para produtos e serviços relacionados à saúde. Para a geração prateada, o impacto no bolso é de 14%.



O levantamento detalha mais por faixa etária. Pessoas de 50 a 54 anos direcionam 11% do consumo mensal para a saúde. Na faixa de 70 a 74 anos, o patamar passa para 18%. Entre as pessoas com 80 anos ou mais, o peso chega a 21%.



Os demais gastos são com consultas médicas, exames, materiais de tratamento entre outros.



Estrutura de saúde



A coordenadora do estudo chama a atenção para a necessidade de o país se preparar para o envelhecimento da população, tanto na esfera pública quanto privada.



“A população brasileira apresenta uma demanda por cuidado e atenção à saúde que, em territórios mais vulneráveis, supera a capacidade de resposta disponível, seja pelo Poder Público, seja pela iniciativa privada”, diz Lívia.



Para a especialista, o “congestionamento recorrente” dos serviços públicos e privados é um indicativo de que a oferta existente já opera sob forte pressão, em um cenário em que a demanda tende a crescer de forma contínua nas próximas décadas.



Caminhos

Entre os caminhos para lidar com os desafios presentes e futuros, ela cita o desenvolvimento de cadeia de cuidados de longa duração. “É uma das maiores prioridades quando olhamos para a transição demográfica”.



Ressalta ainda a necessidade de a medicina preventiva ganhar cada vez mais importância e espaço na sociedade. “É extremamente importante essa cultura”, enfatiza, acrescentando que enxerga avanços, como a redução do tabagismo e do consumo de álcool.



A coordenadora assinala que o foco da sociedade deve ser relacionar aumento de expectativa com qualidade de vida.



“Isso só vai acontecer quando a gente tiver não só conscientização, mas realmente programas, produtos e serviços focados para uma saúde preventiva”, conclui.


Fotos por: Davi Valle/Secom-Cuiabá
Fonte: Agência Brasil
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15 de Maio, 2026 - 07:16
Campanha de maio amarelo busca conscientizar a população sobre doação de sangue


As instituições que compõem o Grupo Técnico do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito de Mato Grosso (PNATRANS), coordenado pelo Detran-MT, em parceria com o MT Hemocentro de Cuiabá, vão lançar, no próximo sábado (16.5), a campanha de doação de sangue “Maio Amarelo: união pela vida”.



A ação social faz parte da programação da campanha Maio Amarelo de 2026 e terá como foco os motociclistas, que são os mais vulneráveis nas ocorrências de sinistros de trânsito em geral, e também atender a demanda do Hemocentro no aumento dos estoques de bolsas de sangue, uma vez que o local atende todo o Estado de Mato Grosso.



O lançamento da campanha de doação de sangue será no sábado, com a participação de representantes das instituições, e será aberta a toda população a partir da segunda-feira (18.5).



Quem quiser contribuir, basta comparecer ao MT Hemocentro, na rua 13 de Junho, nº 1.055, no centro de Cuiabá, e fazer a sua doação.



Para doar sangue precisa apresentar um documento oficial com foto, pesar 50kg ou mais, estar em bom estado de saúde e bem alimentado.



Podem doar pessoas com idade entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Quem tem entre 60 e 69 anos só poderá doar sangue se já tiver doado antes dos 60 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos devem levar uma autorização dos pais ou do responsável legal para fazer a doação.



No dia 30 de maio, para encerrar as atividades do Maio Amarelo, ocorrerá o Moto Encontro, na sede da Companhia Raio da Polícia Militar, que irá reunir os motoclubes com diversas ações, entre elas uma instrução ministrada pela Polícia Militar na pista do Raio, óculos simulador de embriaguez, simulador de impacto da Nova Rota Oeste, entre outras ações.



“A ideia é alinhar o encontro entre os motociclistas com orientações e treinamento para maior segurança dos motociclistas, pois eles estão entre os mais vulneráveis no trânsito, além de celebrar a união de esforços por um trânsito mais seguro e harmônico”, falou a coordenadora de Ações Educativas do Detran-MT, Rosane Pölzl.



Maio Amarelo



Este ano a campanha Maio Amarelo traz o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. A proposta é uma reflexão de que não basta apenas ver, é preciso enxergar, de fato, quem está ao seu redor, reconhecendo que cada pessoa no trânsito tem uma história, uma vida e o direito de chegar em segurança.



Ao longo do mês estão acontecendo diversas ações educativas como palestras com estudantes, motoristas profissionais, em empresas, órgãos públicos, ação do Amigo da Rodada, abordagens educativas com pit stop em avenidas de grande fluxo de veículos, entre outras atividades de sensibilização em prol de um trânsito mais seguro em todo o Estado.


Fotos por: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Fonte: Gazeta Digita/assessoria
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