Max Russi afirma que Assembleia também fará ajustes na estrutura administrativa e pretende reduzir despesas, mas descarta uma reforma ampla no Legislativo
A estrutura administrativa da Assembleia Legislativa de Mato Grosso poderá passar por uma redução no número de servidores e nos gastos de manutenção. O presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), confirmou que pretende promover cortes e revisar despesas, em uma iniciativa que deverá ser discutida com os demais parlamentares. O assunto veio à tona nesta quarta-feira, 4, após o governo estadual anunciar a exoneração de 115 servidores comissionados distribuídos em pelo menos 14 órgãos e secretarias.
Questionado sobre a decisão do Executivo, Max indicou que o Legislativo também pretende adotar medidas para diminuir os custos da máquina pública. De acordo com o deputado, a revisão administrativa deverá considerar quais despesas podem ser eliminadas sem prejudicar os trabalhos da Assembleia. A intenção é construir os ajustes em conjunto com os parlamentares, incluindo os novos deputados que assumem em fevereiro. Max Russi também chamou atenção para a necessidade de que os cortes tenham efeito permanente sobre os gastos públicos. Para ele, não adianta exonerar servidores e posteriormente preencher os mesmos cargos com outras nomeações, mantendo as despesas da estrutura.
O parlamentar defendeu que a economia gerada pela redução de pessoal e de custos administrativos seja revertida em investimentos e outras ações de interesse público. Apesar do anúncio, o presidente fez questão de diferenciar a iniciativa da Assembleia da reforma administrativa anunciada pelo governo estadual. Segundo ele, a proposta no Legislativo será concentrada em ajustes e diminuição de despesas, sem a intenção de promover uma reestruturação administrativa ampla.
Sobre o projeto que está sendo elaborado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Max afirmou que ainda não conhece o conteúdo e aguarda o encaminhamento oficial à Assembleia Legislativa. Somente após receber a proposta, os deputados poderão analisar as mudanças previstas pelo Executivo.