O dólar, que chegou a avançar a R$ 5,24 na máxima do dia, encerrou a sessão em baixa de 0,16%, valendo R$ 5,21. A inversão do ímpeto pela tarde refletiu as declarações de John Williams, diretor do Fed (o BC americano) de Nova York, de que não há urgência em ajustar os juros americanos.
Após a declaração, a plataforma FedWatch mostrou que os agentes passaram a estimar manutenção, ante previsão de alta do juro dos EUA no fim do mês que vem.
Para Carlos Lopes, economista do BV, a moeda se ajustou diante do dia de tensão no exterior, que registrou “inclinação da curva na parte longa, nas máximas”. Ele diz que o foco eleitoral segue presente no desempenho da moeda:
— O mercado fica na dúvida para ver se teremos espaço para cortar juros ou não. Levando em conta a atividade existe espaço, mas depende de como vai evoluir o ajuste fiscal — ele diz.