“É uma vergonha. Não podemos continuar queimando trator, queimando pá, queimando tudo do garimpeiro e achando que está tudo certo”, afirmou. “Nós temos que criar critérios e regras, separar o joio do trigo e explorar o minério com qualidade, como fizeram os países que enriqueceram, a exemplo da Austrália e de todos os outros.”
Leitão defende que a exploração seja feita “sem preconceito” e com responsabilidade ambiental.
“Tem que ter regra, tem que ter sustentabilidade, tem que ter respeito ao meio ambiente, mas tem que ter exploração. O mundo inteiro explora e fica bem. A China, os Estados Unidos, a Europa, e nós ficamos aí criando dificuldades e vendendo facilidade”, destacou.
A defesa de mudanças na legislação também foi discutida com quem vive o dia a dia da exploração mineral em Mato Grosso. Nilson Leitão participou recentemente da última edição da ExpoOuro, em Peixoto de Azevedo, município reconhecido como a “Capital do Ouro” de Mato Grosso.
A ideia de Leitão é que a modernização do marco regulatório da exploração mineral também crie regras que permitam a mineração em territórios indígenas. O tema foi debatido com lideranças de diversas etnias, que destacaram a presença de nióbio, diamante e ouro em seus territórios, hoje sem possibilidade de exploração pela falta de regras e equipamentos.
“Como defendo o setor de base florestal e a madeira, o minério é um tema que eu vou abraçar com muita força”, prometeu Leitão.